Rádio PJR


PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL
PJR BRASIL

Metodologia da PJR


1.    A metodologia[1] da PJR é a concepção dialética da produção do conhecimento que tem por base a relação entre Prática – Teoria ou Teoria – Prática.
Prática - Teoria   ou   Teoria - Prática
2.    A relação dialética Prática – Teoria ou Teoria – Prática tem três princípios fundamentais:
a.    A prática social como fonte de conhecimento;
b.    A teoria está em função do conhecimento científico da prática e serve como guia para a ação transformadora;
c.    A prática social é o critério de verdade, pois o resultado dela confirma ou não a teoria que a sustenta.
3.    Toda prática contem uma teoria e toda teoria contem uma prática. Não há separação entre estes dois pólos.
a.    Quando separo a teoria da prática ela deixa de ser teoria e se torna verbalismo ou blá-blá-blá.
b.    Quando separo a prática da teoria, ela deixa de ser prática e se torna ativismo.
4.    O movimento desta relação parte da prática social, teoriza esta prática no sentido de entender a realidade para transformá-la e ao voltar a prática a ação humana refletida pela teoria torna-se práxis.
Prática è Teoria è Prática
5.    Esta relação pode ser assim entendida como um partir do concreto, realizar processos de abstração e voltar ao concreto, vejamos:
a.    Prática que nos chama a atenção de sempre partir de uma prática vivenciada (realidade) ou da materialidade do processo e a prática no contexto onde ela se realiza é a matéria prima do estudo;
b.    Teoria como aprofundamento da prática vivenciada ou teorização sobre a prática;
c.    Prática como um voltar a ela porque buscamos uma intervenção na realidade em vista de sua transformação, também chamada de práxis.
6.    A metodologia Prática-Teoria-Prática pode ser utilizada como um “método de ação”.
7.    método[2] é mutável. A metodologia da relação Prática – Teoria ou Teoria - Prática pode variar no pólo da teoria e no pólo da prática.
a.    O método do momento da prática vai depender de cada situação concreta.
b.    O método do momento da Teoria, o que agora nos interessa, pode ser denominado de método de reflexão.
8.    O método de reflexão (momento da teoria) assumido pela PJR é o Ver – Julgar – Agir desenvolvido pela Ação Católica Especializada. Outro método de reflexão é o Materialismo Histórico Dialético e ambos partem do que está acontecendo no processo histórico.
9.    Ele precisa ser compreendido como um processo de reflexão teórica e não como um método de ação.
Ver à Julgar à Agir
10. Não podemos nos esquecer de que ele faz parte da Teoria do movimento Prática – Teoria – Prática.
P r á t i c a      è           T e o r i a             è     P r á t i c a
(Vida)                 Ver è Julgar è Agir                (práxis)
a.    No Ver se faz uma análise da realidade existente, fruto de uma prática anterior, utilizando uma mediação sócio-analítica com a contribuição das ciências sociais, isto é, história, filosofia, sociologia, pedagogia, entre outras.
b.    No Julgar se faz uma reflexão sobre o produto do Ver utilizando uma mediação hermenêutica, com a contribuição da Sagrada Escritura e do Ensino Social da Igreja, também chamado de Doutrina Social da Igreja.
c.    No Agir se faz uma reflexão sobre o produto do Julgar, utilizando uma mediação pastoral, buscando pistas pastorais para a ação, levando em conta o que sabemos sobre pedagogia e a construção de métodos em vista de determinadas práticas.
11. É bom destacar que no Julgar é onde se dá a contribuição mais específica do Evangelho e da Igreja.
12. Este é o método utilizado por quem faz Teologia da Libertação a partir de uma ação pastoral coerente e que visa uma práxis libertadora.
13. Ao longo dos anos aconteceu uma simplificação ao confundir “ver com prática”; “julgar com teoria” e “agir com a práxis”. Ela levou a um equívoco que deformou o método de reflexão da ACE.
a.    Há uma confusão entre falar sobre um fato, em vez de analisar uma realidade contraditória;
b.    Identifica o agir (momento da teoria) com a ação de fazer (prática).
14. Esta deformação levou a algumas degenerações, por exemplo:
a.    Ver – Julgar – Agir - Rever
b.    Ver – Julgar – Agir – Celebrar
c.    Ver – Julgar – Agir – Revisar – Celebrar.
d.    Ver – Julgar – Agir 1 – Agir 2
e.    Ver – julgar – Agir - Avaliar
f.     Ver – Rever – Agir
g.    ...
15. Este método aparece melhor utilizado quando aparece em relatórios ou documento da Igreja que registram o resultado do método de reflexão, tendo as partes do Ver (leitura da realidade), do Julgar (iluminação teológica) e do Agir (normalmente linhas pastorais).
16. Também pode ser utilizado em cursos de formação, mas exige um planejamento rigoroso do método do curso.



[1] Entendemos por metodologia a base e os princípios do método.
[2] Entendemos por método a forma com que a metodologia é aplicada em cada situação concreta.

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